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Dados e Pesquisas

Publicado: julho 31, 2011 em O que é?, Sedentarismo x Saúde

Desde a época em que o homem habitou as cavernas, na pré-história, a civilização passou por três grandes ondas de sedentarismo. A primeira delas, há 10 mil anos, com o surgimento da atividade agrícola exercida em território ou sede fixa, daí o termo sedentário. A segunda onda foi por volta de 1750, na Europa, com o advento da máquina a vapor e a conseqüente Revolução Industrial, que substituiu gradativamente o trabalho braçal pela mecanização das tarefas de produção. Já a terceira foi a partir de 1950, com a explosão da bomba atômica, marco do início da era tecnológica, que ampliou a mecanização de outras tarefas cotidianas domésticas, de lazer, transporte e locomoção.

Pesquisas revelam que nos Estados Unidos morrem mais pessoas por ano em decorrência do sedentarismo do que por álcool, armas de fogo, acidente automobilístico, drogas ilícitas e doenças sexualmente transmissíveis, juntos. Para reverter este quadro, nada mais bacana que a atividade física. Numerosos estudos contribuem para que ela seja considerada um dos fatores estimulantes da saúde, diminuindo os riscos das pessoas desenvolverem algumas condições patológicas.

O sedentarismo custou pelo menos R$ 93,7 milhões aos cofres públicos no Estado de São Paulo no ano de 2002. O valor corresponde a 3,6% do total de gastos em saúde no Estado no ano e a mais da metade do total de gastos hospitalares (R$ 179,9 milhões) com dez problemas de saúde associados à inatividade. O gastos com internações por doenças cardiovasculares respondem por 85% do custo do sedentarismo.

Com o combate ao sedentarismo a população teria inúmeros benefícios para a saúde e sua cidade, pois o dinheiro gasto com as despesas hospitalares poderiam estar sendo investidas em áreas diversas. Um exemplo prático disso vem sendo aplicado em São Paulo na campanha “Agita São Paulo”, melhorando assim a qualidade de vida dos participantes, pois é possível obter melhoras na saúde com um mínimo de 30 minutos de atividade física diárias ou também com um dispêndio calórico semanal acima de 2.200 kcal.

Portanto, fica evidenciado que a inatividade física (sedentarismo) está associada ao aparecimento de enfermidades prejudicando toda uma população, então não cabe mais ficar sentado em um sofá esperando a doença chegar, sendo que existem inúmeros meios para que se possam mudar alguns hábitos.

Então, mexa-se!

O que é?

Publicado: julho 30, 2011 em O que é?

O sedentarismo pode ser definido como falta de atividade física suficiente e pode afetar a saúde da pessoa. A falta de atividade física não está ligada a não praticar esportes. Pessoas com atividades físicas regulares, como limpar a casa, caminhar para o trabalho, realizar funções profissionais que requerem esforço físico, não são classificados como sedentários.

O sedentarismo se tornou possível com novas técnicas agrícolas e pecuárias. O desenvolvimento do sedentarismo aumentou a agregação populacional e levou à formação de vilas, cidades e outras formas de comunidades.

Sedentário é aquele que anda ou se exercita pouco; inativo. Sedentarismo é a queima de menos de 2200 calorias por semana em atividades físicas ou a prática de atividade física leve por menos de 30 minutos diariamente. Trata-se de um comportamento, entre outras coisas, induzido por hábitos decorrentes dos confortos da vida moderna, provocando o desuso dos sistemas orgânicos funcionais.

Na verdade trata-se de um comportamento induzido por hábitos decorrentes dos confortos da vida moderna. Com a evolução da tecnologia e a tendência cada vez maior de substituição das atividades ocupacionais que demandam gasto energético por facilidades automatizadas, o ser humano adota cada vez mais a lei do menor esforço reduzindo assim o consumo energético de seu corpo.

O sedentarismo é um dos fatores de risco intimamente relacionados com o aparecimento de doenças como a hipertensão, doenças respiratórias crónicas e distúrbios cardíacos. Pesquisas mostram que, o risco de se ter uma doença cardiovascular aumenta uma vezes e meia nas pessoas que não têm uma vida ativa. Por isso, não deixe de encontrar um lugar na sua rotina para se mexer. É questão de boa vida!